HISTÓRIA DA ACADEMIA
DO BACALHAU DO RECIFE
No ano de 1999, juntaram-se vários portugueses e brasileiros residentes em Recife á volta de uma boa bacalhoada, e logo ali resolveram constituir a Academia do Bacalhau. Lembramos um grande amigo e aderente de primeira hora que foi Antonino de Carvalho da padaria Diplomata, infelizmente já falecido.
A partir deste primeiro jantar de são convívio e confraternização, combinou-se que na última quarta-feira de cada mês se reuniriam, à volta de um bom prato do “fiel amigo” e de um bom tinto português, institucionalizando-se o referido convívio, que seria aberto a todos os que nele quisessem participar. As obrigações dos confrades eram as de comer bacalhau, beber vinho português, confraternizar e cada um pagar a sua respectiva conta e anuidade.
Passado algum tempo, um amigo trazia outro amigo e o grupo original de oito confrades passou para quinze, vinte, trinta e por aí foi.
No ano de 2000, e dada a dimensão que esta tertúlia estava a tomar, resolveram os ‘’compadres’’, aderir à Associação das Academias do Bacalhau, que existe um pouco por toda a parte onde se fala a língua de Camões e de Machado de Assis, propondo a sua candidatura à Academia Mãe de Joanesburgo.
No Congresso das Academias do Bacalhau que se realizou em Lisboa, a candidatura da Academia de Recife foi aceite, e assim esta foi investida com os símbolos académicos que são o badalo e o estandarte.
Das praxes acadêmicas, consta o badalo para chamar à ordem a assembléia e assegurar a palavra a quem quiser falar, a figura do carrasco, que multa os faltosos ou os que falam sobre temas proibidos que são: religião, política, negócios e futebol.
O fim último das Academias, além de proporcionarem um salutar convívio e confraternização, é o de participar em atividades de índole social, nas comunidades onde vivem.
No primeiro de Maio do ano dois mil, foi inaugurada a Academia do Recife com a presença de delegações de vários cantos do mundo como: Caracas, Lisboa, Maputo, Luanda, Cidade do Cabo, East London, e a Academia–Mãe de Joanesburgo. Visitaram-nos por esta altura um grupo de 55 compadres.
Do Recife foram para Belo Horizonte e Teresópolis onde foram inauguradas mais duas Academias.
Conta o Brasil neste momento com seis Academias do Bacalhau no total, além das três mencionadas existem também Academias no Rio de Janeiro, Niterói e Brasília, estando uma Academia de Fortaleza em formação a aguardar a sua inauguração pela Academia-Mãe.
A Academia do Bacalhau do Recife reúne-se todas as últimas quintas-feiras de cada mês pelas 20 horas.
Todos podem ser Compadres da Academia, basta que comunguem dos mesmos princípios já referidos e compareçam a quatro reuniões seguidas pagando as suas anuidades.
O primeiro Presidente e Fundador foi o Compadre António José Bastos de Almeida .
O primeiro Presidente da nossa Academia foi também fundador e é Presidente de Honra da Academia de Brasília, a primeira a ser fundada no Brasil.